SAPONIFICAÇÃO
- Um termo bem estranho, certo !?
Ele está relacionado com a alcalinidade do cal e do cimento usados para o reboco (reboco= camada de massa sobre os tijolos).
Hoje em dia, está na moda, pelos construtores, não usarem mais o calfino que alisa o reboco, dificultando ainda mais o serviço do pintor.
Assim, se a tinta demora para secar e se depois de seca começa a partir (não precisa ser imediatamente), é um sinal de que a parede foi pintada sem o uso de um FUNDO PREPARADOR.
No Brasil, optamos, sempre, por um caminho mais fácil. Isso, está entranhado na cultura do povo, de nós mesmos. Em uma área ou outra, vc mesmo pode perceber isso.
Seja superfície de gesso, metal, madeira, alvenaria, é necessário o uso de UM FUNDO PREPARADOR.
Nessa foto de exemplo, as pessoas quiseram usar tinta para matar a saponificação, tendo faltando, única e exclusivamnte um produto líquido, chamado de FUNDO PREPARADOR.
Um custo adicional para quem só queria PINTAR... Mas ele vai tornar mais econômico sua empreitada, melhorando o resultado da tinta.
Dúvidas: Whatsapp 55-41-92463920 email: catossi@gmail.com
Faço trabalhos em Curitiba, RMC e outras cidades e países.
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
terça-feira, 22 de março de 2016
Sanca de gesso
Quebrou a sanca de gesso, estourou... o que fazer ?
É só questão de paciência e habilidade.
Material:
1. Quando o 'buraco' é grande, necessário se faz preenchê-lo com um pedaço de isopor, papel, papelão, jornal... Assim, agiliza-se o resultado.
2. Aplica-se o gesso (tem o secagem rápida e secagem lenta). No teto o rápido é melhor, porém exige mais habilidade
3. Tenha mais de uma opção de espátula, inclusive a de plástico.
4. Não deixe para corrigir o gesso com lixa, pois ele 'emplasta' a lixa
5. Prefira corrigir a massa corrida aplicada sobre o gesso, que de preferência deve estar seco.
6. Com lixa vermelha para alvenaria grana 100 vc dá a primeira lixada para remover o excesso e depois com a grana 220 vc deixa no ponto de pintura
7. Lembre-se sempre de remover o pó antes de querer pintar; isso poderá ser feito com uma escova de pelos flexíveis e depois um pano levemente umedecido.
Gesso nela !
Mesmo a sanca de isopor, o gesso, depois a massa, resolvem a situação.
É só questão de paciência e habilidade.
Material:
1. Quando o 'buraco' é grande, necessário se faz preenchê-lo com um pedaço de isopor, papel, papelão, jornal... Assim, agiliza-se o resultado.
2. Aplica-se o gesso (tem o secagem rápida e secagem lenta). No teto o rápido é melhor, porém exige mais habilidade
3. Tenha mais de uma opção de espátula, inclusive a de plástico.
4. Não deixe para corrigir o gesso com lixa, pois ele 'emplasta' a lixa
5. Prefira corrigir a massa corrida aplicada sobre o gesso, que de preferência deve estar seco.
6. Com lixa vermelha para alvenaria grana 100 vc dá a primeira lixada para remover o excesso e depois com a grana 220 vc deixa no ponto de pintura
7. Lembre-se sempre de remover o pó antes de querer pintar; isso poderá ser feito com uma escova de pelos flexíveis e depois um pano levemente umedecido.
Nesse exemplo não obtivemos 100% de êxito, uma vez que a parede/sanca tinha um desnível, mas normalmente fica zerado, como novo.
Gesso auxiliar da massa
O gesso é um produto versátil e permite-nos realizar muitos projetos.
Muito comum encontrarmos uma pessoa tentando tapar um buraco em uma parede, aplicando massa corrida sem sucesso. Se aplicarmos um pouco de gesso nivelando a parede, depois a massa permite o acabamento.
Isso deve-se à um conceito errado que tem-se sobre a massa corrida.
A função básica da massa corrida e a massa acrílica, é: alisar a parede, preparando terreno para a tinta e não uma espécie de tapa-buraco.
A massa não é para tapar buraco ou consertar rebocos e defeitos do pedreiro.
Aí pode entrar o gesso, lembrando que ele pode manchar, assim vc precisar aplicar a massa sobre ele para dar acabamento. Se for área sujeita à umidade, aplique uma fina camada da m.acrílica e depois a m.corrida.
depois, ainda para pintar, mas veja a importância do gesso.
A massa corrida até pode ser usada em grande quantidade, mas depende muito para que. Já corrigi uma parede muito torta, usando mais de 50 kg de massa. Haja pó !
Uma boa dica para as manchas amarelas ou amareladas que aparece nas placas de gesso, ou umidade leve, onde normalmente deve-se aplicar um fundo preparador (nem sempre prepara...), é aplicar na região da mancha, o "esmalte à base de água" e depois a tinta de cobertura. Tenho tido bom resultado com ele, pois o mesmo tem uma película acrílica, já que é um esmalte.
Muito comum encontrarmos uma pessoa tentando tapar um buraco em uma parede, aplicando massa corrida sem sucesso. Se aplicarmos um pouco de gesso nivelando a parede, depois a massa permite o acabamento.
Isso deve-se à um conceito errado que tem-se sobre a massa corrida.
A função básica da massa corrida e a massa acrílica, é: alisar a parede, preparando terreno para a tinta e não uma espécie de tapa-buraco.
A massa não é para tapar buraco ou consertar rebocos e defeitos do pedreiro.
Aí pode entrar o gesso, lembrando que ele pode manchar, assim vc precisar aplicar a massa sobre ele para dar acabamento. Se for área sujeita à umidade, aplique uma fina camada da m.acrílica e depois a m.corrida.
depois, ainda para pintar, mas veja a importância do gesso.
A massa corrida até pode ser usada em grande quantidade, mas depende muito para que. Já corrigi uma parede muito torta, usando mais de 50 kg de massa. Haja pó !
Uma boa dica para as manchas amarelas ou amareladas que aparece nas placas de gesso, ou umidade leve, onde normalmente deve-se aplicar um fundo preparador (nem sempre prepara...), é aplicar na região da mancha, o "esmalte à base de água" e depois a tinta de cobertura. Tenho tido bom resultado com ele, pois o mesmo tem uma película acrílica, já que é um esmalte.
Tintas e seus critérios
A informação continua aqui a ser uma grande ferramenta e pode trazer um excelente custo/benefício.
Hoje já possuímos alguns sites de fabricantes à nos dar algumas informações, ainda que nem sempre ou totalmente corretas, mas dão uma orientação. Mesmo grande fabricantes ainda estão engatinhando na era do e-commerce.
Já ouvi variadas expressões de clientes, como:
"nossa como aquela tinta vem grossa (densa)... dá para diluir muito..."
"olha como cobre bem a superfície..."
Quando estudamos as características das tintas e seus componentes, e mesmo vemos o resultado na aplicação, percebe-se muito a necessidade de uma assessoria. Esse assessoramento nem sempre vem só de uma fonte, como por exemplo o vendedor da loja, que na sua maioria nunca pegou numa lixa, num rolo ou num balde de tinta para fazer o serviço e fala como um "expert" no assunto.
As fábricas de tinta, normalmente possuem "linhas" oferecendo ao consumidor opções de aplicação e muitas vezes opção de "preço". A fim de evitar a perda de mercado para a concorrente, aumenta-se o leque de produtos.
Nesse leque, uma das observações é ver que tipo de BASE a tinta usa e ainda dentro daquela marca, qual a sequência da base. Esclarecendo, base é o produto que vai ser usado em toda aquela linha, mudando tão somente o pigmento. Em alguns casos, quanto mais escura a tinta, mais difícil é a cobertura.... estranho não !?
Exemplo: a Suvinil começa com "A", a Coral com "M"....
Como no Brasil a ABNT não regulamenta, temos essa bagunça, dificultando para todos a análise.
Há muito, peguei um muro para pintar com uma tinta marrom escuro e imaginei: vai ser moleza, uma demão e está feito o serviço.... Foram três demãos e muitos retoques para cobrir. Só para exemplificar, eu disse acima que a Coral começa com "M" e aquela tinta tinha a base "N".... Detalhes.
Nem sempre a tinta de valor maior é a melhor, pois precisamos focar na necessidade do momento; quais os critérios daquele serviço.
Espero que possamos chegar um dia a que o pintor possa fazer o seu orçamento, levando em conta o tipo de tinta à ser usado naquela obra, já que o serviço para execução vai levar mais horas trabalhadas.
Recentemente fiz um trabalho, em um edifício, na parte interna, onde compraram a tinta mais barata (tipo látex - zero de brilho), e como artifício do fabricante ela cobria muito bem a parede, mas de resto era ruim. Ficava acumulada, manchava onde ficava concentrada, removida com facilidade.... e certamente uma curta durabilidade. Se fosse uma tinta boa, uma aplicação seria o suficiente. Como nesse caso teve duas ou três demãos, acho que o custo ficou maior com a tinta fraca.
Hoje já possuímos alguns sites de fabricantes à nos dar algumas informações, ainda que nem sempre ou totalmente corretas, mas dão uma orientação. Mesmo grande fabricantes ainda estão engatinhando na era do e-commerce.
Já ouvi variadas expressões de clientes, como:
"nossa como aquela tinta vem grossa (densa)... dá para diluir muito..."
"olha como cobre bem a superfície..."
Quando estudamos as características das tintas e seus componentes, e mesmo vemos o resultado na aplicação, percebe-se muito a necessidade de uma assessoria. Esse assessoramento nem sempre vem só de uma fonte, como por exemplo o vendedor da loja, que na sua maioria nunca pegou numa lixa, num rolo ou num balde de tinta para fazer o serviço e fala como um "expert" no assunto.
As fábricas de tinta, normalmente possuem "linhas" oferecendo ao consumidor opções de aplicação e muitas vezes opção de "preço". A fim de evitar a perda de mercado para a concorrente, aumenta-se o leque de produtos.
Nesse leque, uma das observações é ver que tipo de BASE a tinta usa e ainda dentro daquela marca, qual a sequência da base. Esclarecendo, base é o produto que vai ser usado em toda aquela linha, mudando tão somente o pigmento. Em alguns casos, quanto mais escura a tinta, mais difícil é a cobertura.... estranho não !?
Exemplo: a Suvinil começa com "A", a Coral com "M"....
Como no Brasil a ABNT não regulamenta, temos essa bagunça, dificultando para todos a análise.
Há muito, peguei um muro para pintar com uma tinta marrom escuro e imaginei: vai ser moleza, uma demão e está feito o serviço.... Foram três demãos e muitos retoques para cobrir. Só para exemplificar, eu disse acima que a Coral começa com "M" e aquela tinta tinha a base "N".... Detalhes.
Nem sempre a tinta de valor maior é a melhor, pois precisamos focar na necessidade do momento; quais os critérios daquele serviço.
Espero que possamos chegar um dia a que o pintor possa fazer o seu orçamento, levando em conta o tipo de tinta à ser usado naquela obra, já que o serviço para execução vai levar mais horas trabalhadas.
Recentemente fiz um trabalho, em um edifício, na parte interna, onde compraram a tinta mais barata (tipo látex - zero de brilho), e como artifício do fabricante ela cobria muito bem a parede, mas de resto era ruim. Ficava acumulada, manchava onde ficava concentrada, removida com facilidade.... e certamente uma curta durabilidade. Se fosse uma tinta boa, uma aplicação seria o suficiente. Como nesse caso teve duas ou três demãos, acho que o custo ficou maior com a tinta fraca.
sábado, 20 de junho de 2015
Sobrado, área interna
As experiências com pintura são bem diversificadas. Cada imóvel, uma história.
Esse sobrado em Curitiba tinha vários focos da ação de umidade.
Detalhe: os moradores estavam no local; portanto, tudo tinha que ser feito com muito cuidado e disciplina.
Ao final da obra foi prazeroso ver que havia satisfação por terem contratado o profissional certo.
Pelos buracos que abri dá para se ter idéia da umidade.
Num imóvel habitado não existe lugar para erros, assim todo cuidado é pouco...
Esse sobrado em Curitiba tinha vários focos da ação de umidade.
Detalhe: os moradores estavam no local; portanto, tudo tinha que ser feito com muito cuidado e disciplina.
Pelos buracos que abri dá para se ter idéia da umidade.
Num imóvel habitado não existe lugar para erros, assim todo cuidado é pouco...
Predial
Parece que esse ano é ano de novidades...
Estamos (eu + ajudante) fazendo a pintura interna de um prédio de 5 (cinco) andares, onde em cada andar há 6 (seis) unidades de pequenos apartamentos.
Novidade, já que nunca empreitei um serviço tão grande, com expectativa apertada de 90 dias para a execução e com grande possibilidade para prorrogação...
Novidade, já que os construtores não estão aplicando calfino sobre o reboco e nem mesmo fazendo um reboco de qualidade. Mostra disso é que em média usamos 75 kg de massa corrida em cada unidade e mesmo assim, depois da primeira demão, necessária muita correção.
Nessa última foto há um saco aberto. Não está aí por acaso. É um saco originalmente de gesso e agora um saco de LIXO.
Ali no prédio também aplicamos o princípio de trabalhar em um local limpo. Nada de ficar pisando em pó, lixa usada, sacola plástica... O chão deve permanecer o mais limpo possível.
Estamos (eu + ajudante) fazendo a pintura interna de um prédio de 5 (cinco) andares, onde em cada andar há 6 (seis) unidades de pequenos apartamentos.
Novidade, já que nunca empreitei um serviço tão grande, com expectativa apertada de 90 dias para a execução e com grande possibilidade para prorrogação...
Novidade, já que os construtores não estão aplicando calfino sobre o reboco e nem mesmo fazendo um reboco de qualidade. Mostra disso é que em média usamos 75 kg de massa corrida em cada unidade e mesmo assim, depois da primeira demão, necessária muita correção.
Na foto podemos perceber a falta de qualidade no reboco e isso eles exigem que fique liso. O pintor que de um jeito.
Iniciado o serviço de pintura em 12/maio, completamos um mês e uma semana, com todas as unidades já emassadas. Primeiro e segundo andares já com primeira demão de tinta e retoques de massa, donde ficarão esperando a segunda demão.
Aí está um fator complicador: o contratante quer que a segunda demão venha só depois das portas, janelas e eletricista. Como adequar isso ???
Corredores, hall de escada + paredes internas, receberão "textura".
Grande desafio. Até fim de agosto temos muito serviço.
Nessa última foto há um saco aberto. Não está aí por acaso. É um saco originalmente de gesso e agora um saco de LIXO.
Ali no prédio também aplicamos o princípio de trabalhar em um local limpo. Nada de ficar pisando em pó, lixa usada, sacola plástica... O chão deve permanecer o mais limpo possível.
Novos sistemas de construção
Fiquei impressionado com o tempo de ausência minha no blog... Então, em 2015 a atividade foi boa até fevereiro, quando tivemos uma parada para em abril retornar a todo o vapor (isso é old).
Fomos recrutados para a primeira pintura de um apartamento no bairro do Boa Vista em Curitiba-PR.
Aparentemente muito serviço, porém as paredes pareciam bem acabadas... Havia o gesso no teto com detalhes para emassar, mas com fosco no teto e paredes, dava a impressão de trabalho normal com a habilidade que o profissional tem.
Eram muito detalhes e isso tomou muito tempo; o serviço não rendia o esperado. Ainda dependíamos do gesseiro para alguns serviços e do eletricista.
Agora começa uma história triste.
Em dois locais o proprietário fez mudanças e tive contato com a estrutura do prédio, identificando que foi uma construção com blocos de cimento e uma camadinha fina (cerca de 2mm) de massa estruturada (tipo textura). Não havia reboco.
Ao fazer os consertos na parede, pude verificar que ela não era regular, mas aparentemente tinha ficado bom o serviço, até que o vieram as peças de iluminação.
A arquiteta colocou uma fileira de led's fazendo um efeito sobre a maior parede da sala que tem cerca de 6m. Durante o dia, foi tranquilo, mas quando o morador começou a testar a iluminação e num determinado momento deixou somente aquelas luzes da parede, na hora e me ligou e disse: - estou aparavorado. E com razão. Tinha imperfeição por toda a parede. Era muita celulite...
Gastamos muito tempo e mais de 50kg de massa corrida, contra todas as expectativas de meus parceiros, seja pedreiros, azulejista, mestre de obra, gesseiro, ... enfim, estava com um grande problema nas mãos.
Resolvido mais essa, fica o conselho para quem vai comprar... Leve uma lâmpada e faça um teste à noite para ver se as paredes estão boas !!!
Já posso incluir no meu curriculum uma nova especilidade.... parede torta !
Fomos recrutados para a primeira pintura de um apartamento no bairro do Boa Vista em Curitiba-PR.
Aparentemente muito serviço, porém as paredes pareciam bem acabadas... Havia o gesso no teto com detalhes para emassar, mas com fosco no teto e paredes, dava a impressão de trabalho normal com a habilidade que o profissional tem.
Eram muito detalhes e isso tomou muito tempo; o serviço não rendia o esperado. Ainda dependíamos do gesseiro para alguns serviços e do eletricista.
Agora começa uma história triste.
Em dois locais o proprietário fez mudanças e tive contato com a estrutura do prédio, identificando que foi uma construção com blocos de cimento e uma camadinha fina (cerca de 2mm) de massa estruturada (tipo textura). Não havia reboco.
Ao fazer os consertos na parede, pude verificar que ela não era regular, mas aparentemente tinha ficado bom o serviço, até que o vieram as peças de iluminação.
A arquiteta colocou uma fileira de led's fazendo um efeito sobre a maior parede da sala que tem cerca de 6m. Durante o dia, foi tranquilo, mas quando o morador começou a testar a iluminação e num determinado momento deixou somente aquelas luzes da parede, na hora e me ligou e disse: - estou aparavorado. E com razão. Tinha imperfeição por toda a parede. Era muita celulite...
Gastamos muito tempo e mais de 50kg de massa corrida, contra todas as expectativas de meus parceiros, seja pedreiros, azulejista, mestre de obra, gesseiro, ... enfim, estava com um grande problema nas mãos.
Resolvido mais essa, fica o conselho para quem vai comprar... Leve uma lâmpada e faça um teste à noite para ver se as paredes estão boas !!!
Já posso incluir no meu curriculum uma nova especilidade.... parede torta !
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