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terça-feira, 19 de julho de 2016

Pintura, o uso de rolos

Olá, o assunto hoje é ROLO....

Vc resolve pintar e comprar um kit no hipermercado, com uma bandeja, um rolo e um pincel dentro da embalagem plastificada, uma lata de tinta, uma lixa e vai para casa todo faceiro (a) para fazer a grande obra do final de semana.
Depois de pronto, aquela desculpa amarela : é só para dar uma corzinha na parede....

Tem muito detalhe entre a necessidade a a realização do serviço de pintura. Muito mesmo, que só o profissional conhece.

Vamos dar uma olhada nos rolos.
Hoje tem uma variedade muito grande.  Para uma mesma aplicação, temos vários tipos:



Temos rolos com vários materiais: espuma (2 tipos), lã de carneiro, fibra de algodão, fibra sintética e micro fibra da lã de carneiro, dentre os mais importantes.


Os tamanhos variam de 5 cm até 23 cm

Conforme a tinta, a superfície, vamos usar determinado rolo.
Recentemente, no meu último trabalho, pedi ao cliente que comprasse um rolo "anti respingo" e não me detive no detalhe do acabamento, já que a obra era um tanto complexa.
A tinta era ótima, uma Suvinil Fosco Total, base A. Passava o rolo e ficava feio. Tratava a tinta com água e ficava feio. Até que caiu a ficha e pedi um rolo com cerdas sintéticas e mais curtas. Ainda não ficou bom.  Assim, como um caso específico, eu tinha um rolo de "veludo" (micro fibra de lã de carneiro) e foi passar o rolo que ficou perfeito !
Lembre-se que quando for comprar um rolo, vc não tem que necessariamente comprar o cabo do rolo / suporte, se vc já o tem em casa.  Rolo é tão somente o canudo ou tubo cilíndrico. Por isso é bom quando for lavar um rolo, vc tirá-lo do suporte e guardá-lo em separado, até mesmo para evitar marcas de amassado. Veja a foto 1 - todos são rolo usados.  Alguns estão comigo há meses.

Os rolos de espuma são específicos: o preto para tinta base d´agua e o amarelo (espuma de poliéster) para tintas sintéticas (esmaltes).  Esse último dá para limpar com aguaraz e com cuidado pode ser utilizado mais vezes.

Limpeza:  o rolo vc limpa tão logo após o uso.  Nada de deixar de MOLHO.  Rolo não é sopa ou feijão. Vc limpa no ato. Isso vale para pincel.  Sempre tem exceção, lógico, se vc não vai mais usá-lo e não tem onde guardar, mora num espaço pequeno, etc...  Em breve farei um post sobre a limpeza de rolo.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Lixa, como dobrá-la para uso manual ?

Isso é para quem gosta de colocar a mão no pó....

Usar uma lixa pode ser algo desajeitado para muitos.
Quem não acha ruim, ao lixar, deixar a lixa escapar das mãos ???

Vou passar para vocês uma dica que melhora em muito a empunhadura da lixa, dobrado em quatro partes.
A folha de lixa não é quadrada, mas sim retangular.
Primeiro dobramos a lixa com a parte áspera para dentro:



Agora dobramos o meio mais estreito com a parte áspera para fora.

Aqui com o auxílio de uma espátula, vamos cortar a dobra menor, até a metade da folha, veja:


Note que a espátula parou bem no centro.
Agora vamos fazer a primeira dobra



Pronto !
Assim podemos usá-la com mais segurança, pois dificilmente ela escapará da mão. O truque está justamente nessa dobra da parte áspera para dentro, criando um atrito com o lado de trás da lixa, onde o papel é liso. Bom proveito !

Lixa, preparo para pintar

Lixa em folha

Normalmente pensamos em algo áspero, no entanto, tem lixa que de tão fina, é lisa...
Como em todo o procedimento, a ferramenta certa é algo que pode determinar o sucesso da operação.
Aqui, o serviço é a pintura. Podemos englobar as domésticas e prediais.
É muito difícil vc não usar uma lixa quando vai pintar algo; no mínimo para alisar a superfície.

Quero abordar aqui alguns aspectos, sendo primeiro a "grana" ou seja: o tipo de aspereza da lixa, o tamanho do grão que vai atritar com a superfície e efetuar o serviço desejado.
Quando uma lixa tem grãos maiores, ela recebe uma numeração menor. Se vc tiver uma lixa 50, ela vai ter grãos maiores que uma 320.  Essa última já será quase que lisa.
Quando vamos à loja comprá-las é importante os detalhes que seguem.

As mais comuns sãos as vermelhas, usadas para superfície de alvenaria (reboco, tijolos, concreto...)


Aqui podemos visualizar a frente da folha e percebemos a diferença; no verso delas a numeração. A da esquerda ( 220 ) é a mais fina que está à direita na foto superior.
Já peguei com minhas mãos, esse tipo de lixa (vermelha) onde no verso estava escrito que era para madeira, tamanha a desinformação do mercado...
Essa é somente para alvenaria.

Abaixo alguns tipos básicos:

Aqui vc pode visualizar a preta (acima a esquerda) para METAIS, a vermelha que já falamos e abaixo três tipos para madeira. 
A primeira à esquerda é uma fita usada ainda em algumas marcenarias, mas a que vamos encontrar em lojas especializadas é essa de cor beije (falamos que é a amarela em referência à da fita), lembrando um amarelado... Mas atrás vc vai verificar que é para madeira.
A lixa certa faz uma grande diferença no resultado.

Quando vamos lixar alguns pontos devem ser observados:
  • Local adequado (objeto) ou isole bem se um cômodo
  • EPI´s: máscara com respiro, óculos, luvas
  • Busque uma posição firme para não prejudicar seus músculos e coluna vertebral
  • Faça alongamentos assim que sentir algum sintoma de fadiga muscular
  • Periodicamente lave os olhos e narinas
  • Se vc for alérgico, tenha um anti-histamínico por perto.
Dúvidas, estou à disposição:  catossi@gmail.com   ou  aqui mesmo no blog.



quarta-feira, 11 de maio de 2016

Parede descascando ??? Pode ser a SAPONIFICAÇÃO

SAPONIFICAÇÃO
- Um termo bem estranho, certo !?

Ele está relacionado com a alcalinidade do cal e do cimento usados para o reboco (reboco= camada de massa sobre os tijolos).
Hoje em dia, está na moda, pelos construtores, não usarem mais o calfino que alisa o reboco, dificultando ainda mais o serviço do pintor.
Assim, se a tinta demora para secar e se depois de seca começa a partir (não precisa ser imediatamente), é um sinal de que a parede foi pintada sem o uso de um FUNDO PREPARADOR.

No Brasil, optamos, sempre, por um caminho mais fácil.  Isso, está entranhado na cultura do povo, de nós mesmos.  Em uma área ou outra, vc mesmo pode perceber isso.

Seja superfície de gesso, metal, madeira, alvenaria, é necessário o uso de UM FUNDO PREPARADOR.


Nessa foto de exemplo, as pessoas quiseram usar tinta para matar a saponificação, tendo faltando, única e exclusivamnte um produto líquido, chamado de FUNDO PREPARADOR.

Um custo adicional para quem só queria PINTAR...  Mas ele vai tornar mais econômico sua empreitada, melhorando o resultado da tinta.

Dúvidas:  Whatsapp 55-41-92463920   email:  catossi@gmail.com
Faço trabalhos em Curitiba, RMC e outras cidades e países.

terça-feira, 22 de março de 2016

Sanca de gesso

Quebrou a sanca de gesso, estourou... o que fazer ?
Gesso nela !
Mesmo a sanca de isopor,  o gesso, depois a massa, resolvem a situação.



É só questão de paciência e habilidade.

Material:
1. Quando o 'buraco' é grande, necessário se faz preenchê-lo com um pedaço de isopor, papel, papelão, jornal... Assim, agiliza-se o resultado.
2. Aplica-se o gesso (tem o secagem rápida e secagem lenta). No teto o rápido é melhor, porém exige mais habilidade
3. Tenha mais de uma opção de espátula, inclusive a de plástico.
4. Não deixe para corrigir o gesso com lixa, pois ele 'emplasta' a lixa
5. Prefira corrigir a massa corrida aplicada sobre o gesso, que de preferência deve estar seco.
6. Com lixa vermelha para alvenaria grana 100 vc dá a primeira lixada para remover o excesso e depois com a grana 220 vc deixa no ponto de pintura
7. Lembre-se sempre de remover o pó antes de querer pintar; isso poderá ser feito com uma escova de pelos flexíveis e depois um pano levemente umedecido.


Nesse exemplo não obtivemos 100% de êxito, uma vez que a parede/sanca tinha um desnível, mas normalmente fica zerado, como novo.

Gesso auxiliar da massa

O gesso é um produto versátil e permite-nos realizar muitos projetos.
Muito comum encontrarmos uma pessoa tentando tapar um buraco em uma parede, aplicando massa corrida sem sucesso.   Se aplicarmos um pouco de gesso nivelando a parede, depois a massa permite o acabamento.

Isso deve-se à um conceito errado que tem-se sobre a massa corrida.
A função básica da massa corrida e a massa acrílica, é: alisar a parede, preparando terreno para a tinta e não uma espécie de tapa-buraco.

A massa não é para tapar buraco ou consertar rebocos e defeitos do pedreiro.
Aí pode entrar o gesso, lembrando que ele pode manchar, assim vc precisar aplicar a massa sobre ele para dar acabamento. Se for área sujeita à umidade, aplique uma fina camada da m.acrílica e depois a m.corrida.


depois, ainda para pintar, mas veja a importância do gesso.


A massa corrida até pode ser usada em grande quantidade, mas depende muito para que.  Já corrigi uma parede muito torta, usando mais de 50 kg de massa.  Haja pó !

Uma boa dica para as manchas amarelas ou amareladas que aparece nas placas de gesso, ou umidade leve, onde normalmente deve-se aplicar um fundo preparador (nem sempre prepara...), é aplicar na região da mancha, o "esmalte à base de água" e depois a tinta de cobertura.  Tenho tido bom resultado com ele, pois o mesmo tem uma película acrílica, já que é um esmalte.

Tintas e seus critérios

A informação continua aqui a ser uma grande ferramenta e pode trazer um excelente custo/benefício.
Hoje já possuímos alguns sites de fabricantes à nos dar algumas informações, ainda que nem sempre ou totalmente corretas, mas dão uma orientação.  Mesmo grande fabricantes ainda estão engatinhando na era do e-commerce.
Já ouvi variadas expressões de clientes, como:
"nossa como aquela tinta vem grossa (densa)... dá para diluir muito..."
"olha como cobre bem a superfície..."

Quando estudamos as características das tintas e seus componentes, e mesmo vemos o resultado na aplicação, percebe-se muito a necessidade de uma assessoria.  Esse assessoramento nem sempre vem só de uma fonte, como por exemplo o vendedor da loja, que na sua maioria nunca pegou numa lixa, num rolo ou num balde de tinta para fazer o serviço e fala como um "expert" no assunto.

As fábricas de tinta, normalmente possuem "linhas" oferecendo ao consumidor opções de aplicação e muitas vezes opção de "preço".  A fim de evitar a perda de mercado para a concorrente, aumenta-se o leque de produtos.
Nesse leque, uma das observações é ver que tipo de BASE a tinta usa e ainda dentro daquela marca, qual a sequência da base. Esclarecendo, base é o produto que vai ser usado em toda aquela linha, mudando tão somente o pigmento.  Em alguns casos, quanto mais escura a tinta, mais difícil é a cobertura.... estranho não !?
Exemplo: a Suvinil começa com "A", a Coral com "M"....
Como no Brasil a ABNT não regulamenta, temos essa bagunça, dificultando para todos a análise.
Há muito, peguei um muro para pintar com uma tinta marrom escuro e imaginei: vai ser moleza, uma demão e está feito o serviço....  Foram três demãos e muitos retoques para cobrir.  Só para exemplificar, eu disse acima que a Coral começa com "M" e aquela tinta tinha a base "N".... Detalhes.


Nem sempre a tinta de valor maior é a melhor, pois precisamos focar na necessidade do momento; quais os critérios daquele serviço.

Espero que possamos chegar um dia a que o pintor possa fazer o seu orçamento, levando em conta o tipo de tinta à ser usado naquela obra, já que o serviço para execução vai levar mais horas trabalhadas.

Recentemente fiz um trabalho, em um edifício, na parte interna, onde compraram a tinta mais barata (tipo látex - zero de brilho), e como artifício do fabricante ela cobria muito bem a parede, mas de resto era ruim.  Ficava acumulada, manchava onde ficava concentrada, removida com facilidade.... e certamente uma curta durabilidade.  Se fosse uma tinta boa, uma aplicação seria o suficiente.  Como nesse caso teve duas ou três demãos, acho que o custo ficou maior com a tinta fraca.